TDAH

Falhas no Cuidado ao TDAH: Estudo Revela Problemas Graves

Novo estudo revela que muitos pacientes com TDAH recebem diagnósticos errados como ansiedade ou falta de disciplina. Entenda as falhas no sistema de saúde e como garantir o tratamento correto.

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Novo estudo revela falhas preocupantes no cuidado ao TDAH em crianças e adultos

Você já suspeitou que algo não funciona bem no seu foco, na sua organização ou na sua capacidade de concluir tarefas, mas ouviu de profissionais que era só ansiedade, estresse ou falta de disciplina? Se isso aconteceu, você não está sozinho. Um estudo publicado em 2026 no Journal of the American Board of Family Medicine revelou que a maioria dos profissionais de saúde nos Estados Unidos não se sente preparada para diagnosticar ou tratar TDAH adequadamente. Isso significa que muitos adultos passam anos buscando respostas sem encontrar o caminho certo. Entender esses dados ajuda você a fazer perguntas melhores, buscar profissionais qualificados e reconhecer quando vale a pena investigar seus sintomas com mais profundidade.

O que o estudo investigou e por que isso importa para você

A pesquisa analisou dados de mais de 1.500 profissionais de saúde nos Estados Unidos, incluindo médicos de família, pediatras, clínicos gerais, enfermeiros especialistas e outros. Os pesquisadores investigaram quais serviços esses profissionais oferecem para TDAH, quais dificuldades enfrentam no diagnóstico, quais barreiras encontram para oferecer tratamento completo, quanto conhecem sobre o transtorno e o que precisam em termos de formação adicional.

Os resultados são preocupantes. Menos da metade dos profissionais realiza diagnóstico de TDAH. Apenas 31,6 por cento oferece tratamento comportamental, que é parte essencial do manejo adequado. Mais da metade dos participantes afirmou desejar mais treinamento sobre o transtorno. E apenas 27,3 por cento relatou ter recebido formação adequada durante a graduação.

Os profissionais relataram insegurança para fazer o diagnóstico, falta de tempo nas consultas, dificuldade para encaminhar pacientes a especialistas e preocupações com efeitos colaterais dos medicamentos. Esses fatores se somam e criam um cenário onde muitos pacientes ficam sem resposta por anos.

TDAH no adulto ainda é subdiagnosticado e esse estudo confirma o padrão

Historicamente, a maioria das pesquisas sobre TDAH focava em crianças ou em psiquiatras. Este estudo inova ao comparar o cuidado oferecido a crianças e adultos, ao analisar diferentes especialidades médicas simultaneamente e ao investigar diagnóstico, tratamento e formação profissional em conjunto.

O resultado confirma o que a literatura científica já apontava. O TDAH no adulto continua subdiagnosticado em todo o mundo. O tratamento multimodal, que combina medicação com terapias comportamentais e suporte psicoeducacional, ainda é pouco acessível. O estigma permanece como barreira significativa. E existe carência generalizada de capacitação profissional para lidar com o transtorno.

No Brasil, o cenário não é diferente. Muitos adultos chegam aos 30, 40 ou 50 anos sem nunca terem sido avaliados adequadamente, mesmo apresentando sintomas desde a infância.

TDAH ou ansiedade: como diferenciar quando os sintomas se confundem

Uma das razões pelas quais adultos com TDAH passam anos sem diagnóstico é a sobreposição de sintomas com outros quadros, especialmente ansiedade. Tanto o TDAH quanto a ansiedade podem causar dificuldade de concentração, inquietação interna, problemas de sono e sensação de estar sempre sobrecarregado.

A diferença está na origem e no padrão. No TDAH, a dificuldade de foco existe desde a infância, tende a ser crônica e aparece mesmo em situações neutras ou prazerosas. A pessoa pode ter dificuldade para prestar atenção em uma conversa interessante ou esquecer compromissos importantes repetidamente. Na ansiedade, a dificuldade de concentração costuma estar ligada a preocupações específicas e tende a melhorar quando a fonte de estresse diminui.

Muitas pessoas têm os dois quadros simultaneamente, o que torna a avaliação ainda mais complexa. Por isso, uma investigação estruturada, que considere histórico de vida, padrões de funcionamento e informações de múltiplas fontes, é fundamental para evitar erros diagnósticos.

Quando vale investigar com mais cuidado

Nem toda dificuldade de atenção ou organização indica TDAH. Vale considerar uma investigação mais aprofundada quando você reconhece um padrão persistente que existe há muitos anos, quando os sintomas causam prejuízo real em múltiplas áreas da vida como trabalho, relacionamentos e saúde, e quando estratégias comuns de organização e planejamento não funcionam para você da mesma forma que funcionam para outras pessoas.

Se você se identifica com esse padrão, o primeiro passo é buscar uma avaliação estruturada com profissional qualificado. O ERS-TDAH oferece um rastreio clínico online que vai além de questionários simples, incluindo entrevista estruturada, coleta de informações com pessoas próximas e sessão com especialista. Você pode conhecer o processo em sintomastdah.com.br/termo-condicoes.php.

O que esse estudo significa para quem busca respostas

Este estudo envia uma mensagem importante. O problema do cuidado inadequado ao TDAH não está apenas no paciente que demora a buscar ajuda. Está em um sistema de saúde que ainda não preparou seus profissionais adequadamente. Isso resulta em diagnósticos tardios, adultos que passam décadas sem entender por que funcionam de forma diferente, medicalização isolada sem suporte comportamental e dificuldade de acesso a tratamento completo.

Para você, que está buscando entender seus sintomas, isso significa que é preciso ser criterioso na escolha do profissional ou serviço que vai conduzir sua avaliação. Uma investigação bem feita considera sua história desde a infância, usa instrumentos validados, coleta informações de pessoas que convivem com você e analisa o impacto dos sintomas na sua vida real.

O ERS-TDAH foi desenvolvido exatamente para preencher essa lacuna, oferecendo um rastreio clínico estruturado conduzido por neuropsicólogo especialista. Se você quer dar o primeiro passo com segurança, acesse sintomastdah.com.br/termo-condicoes.php e conheça como funciona a triagem gratuita.

Referência

NEWSOME, Kim et al. Attention Deficit/Hyperactivity Disorder (ADHD) Care for Children and Adults: Clinician Services, Barriers, Knowledge, and Training Needs. Journal of the American Board of Family Medicine, v. 39, n. 1, 2026. DOI: https://doi.org/10.3122/jabfm.2025.250252R1